Cannabis

O que é Cannabis Medicinal?

Sendo cultivada há pelo menos 6 mil anos, a Cannabis teve sua origem no continente asiático, mais precisamente na região que hoje abriga os países China, Mongólia e o sudoeste da Sibéria (Rússia). Ainda assim, é estimado que o uso da planta tenha ocorrido há mais de 10 mil anos, época da Revolução Neolítica, quando o homem deixou o modo de vida nômade para se situar em locais e viver da agricultura: é desde esse período que a Cannabis era usada com fins medicinais e espirituais.

Visto como um divisor de águas na história da planta, foi só em 1963 que o químico israelense, Raphael Mechoulam, descobriu a possibilidade da extração do canabidiol (CBD) dentro da própria Cannabis e seu uso na medicina moderna. A partir deste feito, muitos estudos foram e continuam sendo feitos, inclusive sobre o sistema endocanabinóide, que regula o sistema reprodutivo da planta. O THC (tetra-hidrocanabinol), também é uma das substâncias ativas que têm a possibilidade de extração da Cannabis para uso medicinal, embora bem menos usado que o CBD.

Tipos

O avanço dos estudos permitiu mostrar que a Cannabis tem três subespécies, pois se adaptaram a regiões diferentes ao redor do planeta: Cannabis sativa, Cannabis indica e Cannabis ruderalis. A primeira tem mais facilidade para crescimento em lugares com bastante sol e climas quentes, como África, América Central e algumas partes da Ásia. Normalmente tem doses mais baixas de canabidiol e mais altas de THC que, quando usado em tratamento, causa um efeito mais estimulante. É usada para pacientes com ansiedade, dores crônicas e epilepsia.

Já a indica tem seu crescimento facilitado em regiões montanhosas, cuja alta concentração de canabidiol provoca um efeito mais relaxante. Por não ser psicoativa, a substância pode ser usada em casos de insônia e dores em geral, principalmente musculares.

A terceira subespécie é a ruderalis que consegue se reproduzir em ambientes extremos, não possui muita quantidade de canabidiol, o que muitas vezes inviabiliza o uso medicinal. Entretanto, uma variedade dessa subespécie chama a atenção: é o cânhamo industrial, que pode ser usado para a fabricação de combustível, papel, resina, óleos, entre outros.

O potencial uso da Cannabis poderia ser muito maior, se não fosse o desconhecimento gerado pelo preconceito. O consumo da planta aqui descrito é estritamente medicinal, para o enfrentamento de doenças por meio de cápsulas de canabidiol, produtos de uso tópico (pomada, creme e gel), supositórios e até vaporizadores. Hoje, cerca de 40 países já autorizaram o uso da Cannabis para fins terapêuticos, incluindo o Brasil que teve em dezembro de 2019 a venda de remédios à base de Cannabis regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Estima-se inclusive que quase R$ 5 bilhões de reais possam ser movimentados em três anos, o que acaba sendo atrativo para todos, além de poder proporcionar o tratamento de diversas doenças.

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